26.07.2012 | 13h54min
Adrian Gomes é cortada das Olimpíadas por causa de lesão
Adrian lesionou uma vértebra em Londres
Foto: André Antunes
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O Grêmio Náutico União recebeu a triste notícia nesta quinta-feira (26/07) que sua atleta da ginástica artística, Adrian Gomes, que representaria o Rio Grande do Sul e o Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres neste mês, foi cortada da seleção brasileira por conta de uma lesão. Adrian era a terceira competidora do Clube presente na capital inglesa, junto da nadadora Graciele Herrmann e do esgrimista Guilherme Toldo.
De acordo com contato do chefe-médico do Comité Olímpico Brasileiro (COB) José Padilha com o departamento médico do GNU, a atleta foi submetida a uma ressonância magnética e tomografia computadorizada da coluna lombar. O diagnóstico apontou lesão em uma das vértebras. Adrian deverá ficar em repouso e sem exercícios de impacto de seis a oito semanas, o que a tira da Olimpíada.
O médico do União, Ivan Pacheco, foi o intermediador das conversas com o médico da seleção brasileira e salienta que a lesão pode ter surgido de uma fratura por estresse, rechaçando a possibilidade da atleta ter viajado para o evento esportivo com essa lesão. "Acreditamos que tenha ocorrido uma fratura por estresse. Temos a informação que ela reclamou bastante do piso duro no local de treinamento da seleção, o que provavelmente fez desenvolver esta lesão, mas a razão vem de uma somatória de impactos que prejudicaram sua vértebra fragilizada. A Adrian realmente queixava-se de dores lombares, mas em todos os exames feitos - inclusive um há menos de dois meses - jamais apontaram qualquer problema em sua parte óssea. A última lesão da Adrian foi no joelho, no qual tivemos que fazer uma artroscopia em janeiro deste ano", contextualiza e depois conclui: "a fratura por estresse pode não se manifestar em um primeiro momento, o que explica ela ter acentuado essa dor nos últimos dias".
A coordenadora do departamento de ginástica artística e técnica de Adrian Gomes, Adriana Alves, que está presente na comissão brasileira para os Jogos, ressalta que a saúde da atleta deve ser priorizada no momento. "Claro que não esperávamos isso. É um trabalho que fazemos com ela desde quando era criança e entrou no clube. A Adrian estava no auge da forma física e técnica, tanto que iria competir em todas as provas da modalidade. Infelizmente foi uma fatalidade; o preço que se paga pela busca incessante da alta performance dos competidores é muito grande. A partir do momento que sua saúde fica em perigo, devemos priorizá-la, continuar trabalhando e contar com o suporte médico e psicológico em sua volta para Porto Alegre", avalia Adriana.
É importante pincelar que lesões para atletas de alto rendimento são absolutamente comuns e podem ser observados inclusive nesta edição dos Jogos Olímpicos. Na própria ginástica artística, por exemplo, o caso da Adrian Gomes é o segundo. No período de aclimatação na cidade de Ipswich, Laís Souza fraturou a mão direita e também foi cortada. Outro exemplo é o cavaleiro Renan Gerreiro, da equipe do Concurso Completo de Equitação (CCE), que também foi cortado do evento esportivo pela lesão no ligamento de seu cavalo Kenny. Por fim, o goleiro da seleção brasileira de futebol, Rafael Cabral, tornou-se outra baixa por uma lesão no seu cotovelo.
Assessoria de Comunicação do Grêmio Náutico União
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