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GNU se une à UFRGS e ao HCPA em campanha de doação de sangue e de células de medula óssea

GNU se une à UFRGS e ao HCPA em campanha de doação de sangue e de células de medula óssea

14 de agosto de 2026

O Grêmio Náutico União (GNU), por meio do grupo União Voluntários, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e o Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) juntam esforços na campanha "Juntos pela Vida", de doação de sangue e de células para o transplante de medula óssea.

 

A campanha, que já existe há três anos, ganhou o GNU como parceiro este ano e tem como parceiro também o Instituto de Pesquisa com Células-tronco (IPCT).

 

O sangue e a medula óssea  não podem ser produzidos em laboratório. Eles dependem da doação das pessoas.

 

O Chefe do Serviço de Hemoterapia do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e Professor Adjunto de Hematologia e Hemoterapia do Departamento de Medicina Interna da FAMED/UFRGS, Prof. Dr. Leo Sekine, destaca que doadores de sangue são benfeitores insubstituíveis na cadeia de acolhimento às necessidades de pacientes com doenças das mais diversas naturezas, mas principalmente aqueles que necessitam de transplantes ou que se submetem a tratamento para o câncer.

 

A Professora Titular de Hematologia da Faculdade de Farmácia da UFRGS e Fundadora do IPCT, Profa. Dra. Patricia Pranke, lembra que, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), há uma estimativa de cerca de 28 mil novos casos anuais de cânceres hematológicos para cada ano do triênio 2026–2028.

 

Infelizmente, a leucemia é o tipo de câncer mais comum em crianças e adolescentes, representando cerca de 25% a 30% de todos os diagnósticos de câncer infantojuvenil. Dentro desse grupo, a Leucemia Linfóide Aguda (LLA) é a mais frequente, correspondendo a aproximadamente 75% dos casos de leucemia em menores de 15 anos.

A demanda ainda é menor que a oferta!

O Brasil registra cerca de 3 milhões de doações de sangue por ano, mas o índice de doadores fica em torno de 1,4% a 1,8% da população, abaixo da meta recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 3% a 5%. A necessidade de doação é constante para manter os estoques dos hospitais abastecidos.

Uma doação de sangue pode salvar até quatro vidas!

Quando o sangue é doado, ele é separado em quatro hemocomponentes:

 

- Hemácias (glóbulos vermelhos): Usadas em anemias graves, cirurgias e grandes hemorragias.

 

- Plaquetas: Essenciais para pacientes com leucemia ou em tratamento de quimioterapia.

 

- Plasma: Aplicado em doenças da coagulação.

 

- Crioprecipitado: Rico em fatores de coagulação específicos para defeitos mais raros da coagulação.

Requisitos básicos para doar sangue

Idade: 16 a 69 anos.


Primeira doação: Deve ser feita antes de completar 60 anos.


Menores de idade: Jovens de 16 e 17 anos precisam de autorização e acompanhamento do responsável legal.

 

Peso: Pesar 50 kg ou mais.

 

Descanso: Ter dormido bem pelo menos 8 horas nas últimas 24 horas.

 

Saúde: ser saudável


Alimentação: Não estar em jejum. Estar alimentado, evitando alimentos gordurosos nas 4 horas antes da doação e estar bem hidratado.


Documentação: Apresentar documento oficial com foto.
 

Agende sua doação de sangue aqui.

 

Requisitos básicos para doar células-tronco da medula óssea

Idade: 18 a 35 anos.


Saúde: Não ser portador de nenhum tipo de câncer nem de doenças incapacitantes, autoimunes ou infecciosas

 

Cadastro: É muito simples: basta coletar 5 ml de sangue, através do procedimento usual, para o teste de compatibilidade, chamado HLA. Também é necessário preencher um termo de consentimento, com identificação e endereço. Estas informações, juntamente com o resultado do exame HLA, serão enviadas para o banco de dados do REDOME. Ou seja, nesse momento é realizado apenas um cadastro e não a doação da medula óssea.


Em que ocasião a doação é necessária?

Apenas quando for identificada, através do REDOME, a compatibilidade com um paciente que necessita de transplante de medula. Neste caso, serão realizados outros testes sanguíneos e, se confirmadas as condições ideais, o voluntário será avaliado por um clínico e consultado novamente se mantem a intenção de realizar a doação.

 

Como a doação de células para o transplante é realizada?

 

A coleta de células-tronco para o transplante pode ser feita por aférese (do sangue periférico) ou por punção (direta no osso da bacia).

 

A aférese é o método mais comum e seguro, representando cerca de 90% das coletas para o transplante. Por esse método, o doador recebe uma medicação e faz a doação, como se fosse uma coleta para um exame usual, pelo vaso sanguíneo.

 

A aférese tornou-se o método preferido por ser menos invasivo para o doador, pois é um método não cirúrgico para doar células para o transplante de medula óssea

 

A cada dois milhões de doadores cadastrados, geralmente apenas UM será chamado para realizar a coleta para doar as células da medula óssea a qual, na maioria das vezes, é realizada por coleta normal pelo sangue periférico.


Por isso a importância de termos um grande cadastro de possíveis doadores de células!

 

Saiba mais sobre doação de células da medula óssea aqui.

 

Saiba como fazer parte do banco de doadores aqui.

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