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Esgrimistas do União premiam campeões do ranking e celebram troca de brasões em noite de confraternização

Esgrimistas do União premiam campeões do ranking e celebram troca de brasões em noite de confraternização

Realizada duas vezes por ano, a troca de brasões de 2024 aconteceu apenas uma vez, devido às enchentes que afetaram o estado

13 de dezembro de 2024

Nesta quinta-feira, 12, em uma noite que celebrou a coletividade do esporte, os esgrimistas do Grêmio Náutico União se reuniram pela última vez no ano para comemorar os resultados alcançados ao longo do ciclo esportivo. Mesmo afetada pela enchente que devastou o Rio Grande do Sul, a equipe de esgrima do União se manteve firme.

 

A confraternização, tradicionalmente realizada na Sede Moinhos de Vento, ocorreu, neste ano, na Sala de Armas da Esgrima, também na Sede Moinhos de Vento, devido às enchentes. Segundo o coordenador da Esgrima, Alexandre Teixeira, esta foi a segunda vez, desde a primeira edição em 1995, que o evento não aconteceu na ilha do clube.

 

Apesar da mudança de local, a noite foi um sucesso, como demonstrado pelos sorrisos e pela alegria dos atletas presentes. O evento teve início às 19h, e as cadeiras, posicionadas em frente à pista de duelos, aguardavam os atletas e seus convidados. O diretor da Esgrima, Marcelo Corsetti, tomou o microfone para agradecer a presença de todos e reforçar a importância da celebração. "Lembrem-se de que a esgrima é um esporte coletivo. Não existe um esgrimista sozinho; sempre serão dois ou mais juntos", destacou.

 

Em seguida, a comissão técnica explicou o funcionamento do ranking de atletas, que leva em consideração os jogos disputados ao longo do ano. Dividido entre as categorias adulto e infantil, o vencedor é aquele que permanece mais tempo no topo. Com o título entregue, chegou o momento mais aguardado da noite: a troca de brasões. Na esgrima, o brasão equivale à faixa nas artes marciais, sendo cada cor representativa de um nível de técnica e tempo de dedicação. Para avançar, o atleta deve ser aprovado em uma avaliação, que varia conforme o nível desejado.

 

Alexandre Teixeira, conhecido carinhosamente como "Tex", resumiu o ano como "difícil", mas destacou que as conquistas deram força à equipe. A maior delas aconteceu em Paris, onde dois esgrimistas do União, Guilherme Toldo e Mariana Pistóia, representaram o Brasil nas Olimpíadas. Além disso, o União teve destaque nas Paraolimpíadas, com Mônica Santos, Kevin Damasceno e Vanderson Chaves, que brilharam nas competições.

 

Mônica, que recebeu o brasão amarelo com borda verde no florete, descreveu o ano como "maravilhoso". Para ela, conquistar a vaga para Paris e ser campeã nacional nas três armas foi uma experiência indescritível. "Estar em Paris na minha terceira Paraolimpíada me deixa muito feliz com o resultado", afirmou. Mesmo com as grandes conquistas, Mônica, que hoje está no pódio mundial nas três armas, almeja mais. "Tá faltando a medalha", brincou, otimista quanto ao futuro.

 

Outro destaque paralímpico foi o jovem Kevin Damasceno, estreante em Paris e campeão nacional em duas das três armas. Com apenas 20 anos, ele já tem grandes planos. "Meu objetivo agora é ganhar nas três armas. Faltou uma, mas já ganhei em duas", disse. Agora mais experiente, Kevin conquistou o brasão amarelo no florete e já pensa em Los Angeles 2028. "Se Deus quiser, vamos trabalhar bastante para conseguir", declarou, confiante.

 

Os atletas Guilherme Toldo e Mariana Pistóia não puderam participar do evento. No entanto, de maneira inesperada, o patrono Anton Karl Biedermann compareceu à celebração para acompanhar a troca de brasão de seu neto.

 

Confira abaixo os novos brasões de cada atleta unionista.

 

Lista de atletas em cada Brasão

Arquivo .pdf

Texto: Matheus Müller

Fotos: Matheus Müller

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