The Ironicks é a grande vencedora do Festival de Bandas UPM
Banda esbanjou presença de palco e se apresentará na abertura do show dos 120 anos do GNU
23 de março de 2026
A disputa no Festival de Bandas do Projeto União Pela Música (UPM) foi acirrada. A qualidade das bandas foi alta, a votação popular se dividiu, e os jurados, com expressões neutras, não davam pistas de suas preferências ao longo da noite. Ao final, a banda The Ironicks, com 5 anos de mesma formação, foi a grande campeã pelo júri artístico, pelo voto popular e pela diretoria do GNU.
Entoando grandes sucessos, a banda interpretou cantores importantes como Cazuza e Freddie Mercury, com grande semelhança em performance e com muita desinibição do vocalista Guilherme Wünsch - que pasmem – diz ser tímido. Confira no final da matéria entrevista exclusiva com ele!
Saiba como surgiu a ideia do Festival de Bandas UPM
Certa noite, o Presidente do Clube, Ricardo Alves, teve a ideia, no meio da madrugada, de uma banda formada pela UPM abrir o show de aniversário do Clube. No dia seguinte, ligou para o Vice-Presidente Cívico-Cultural do GNU, Guilherme Castro, para desenvolverem ideias de como estruturar isso.
A partir de então, Guilherme Castro assumiu a condução do projeto e, em conjunto com o coordenador da UPM, Rogério Braun, estruturou o Festival de Bandas UPM, consolidando uma iniciativa que integra formação cultural, valorização de talentos internos e participação associativa.
“Desde o momento em que recebi a ligação do presidente Ricardo Alves, percebi que tínhamos em mãos uma grande oportunidade de fazer algo diferente e significativo para o Clube. Mais do que organizar um evento, buscamos criar um caminho para que os talentos da UPM pudessem chegar ao palco principal de forma legítima”.
O Festival de Bandas UPM nasce com esse propósito: valorizar o associado, incentivar a participação e mostrar, na prática, a qualidade do trabalho que vem sendo desenvolvido dentro do GNU. “Ver uma banda formada por nossos associados abrindo o show de aniversário de 120 anos do Clube, ao lado de um grande nome como Diogo Nogueira, é motivo de muito orgulho. É a prova de que estamos no caminho certo ao investir na cultura e nas pessoas”, declarou Guilherme Castro.
O Vice-Presidente Cívico-Cultural foi ainda mais longe: disse que o Festival de Bandas tem grandes chances de se tornar parte do calendário do Clube. A ideia é que o projeto evolua a cada edição, ampliando a participação e fortalecendo ainda mais o papel do GNU como incentivador da cultura e formador de talentos. “Estamos avaliando os próximos passos, mas com o sucesso na participação desta primeira edição, já nos sinaliza um caminho promissor!”
Antes de anunciar as bandas vencedoras, o coordenador da UPM, Rogério Braun, deu um recado a todos e agradeceu ao presidente do GNU, Ricardo Alves, e ao Vice-Presidente Cívico-Cultural, Guilherme Castro, pela confiança. “O presidente nos desafiou, e a gente se uniu e fez esse festival de bandas que, para mim, foi maravilhoso. Vocês, bandas, foram maravilhosas”.
Posteriormente, falou aos associados: “Nós queremos vocês aqui dentro, vivendo, celebrando e tendo alegria. Hoje é um dia especial”, declarou o coordenador da UPM.
Associados que compareceram ao Festival de Bandas UPM valorizaram repertório e presença de palco
O associado Mateus Tanus dos Santos foi acompanhado da esposa Estefani Foletto ao evento. Ele foi de forma imparcial, sem torcer por banda alguma, e para curtir a noite. Ao ser questionado sobre o que é mais importante em uma apresentação, ele respondeu: o repertório e depois presença de palco. A técnica ficou por último lugar. “Não pode faltar animação em um show já que se trata de bandas. Se fosse só um cantor individual, aí sim poderia ser uma apresentação mais calma”, explicou.
A associada Débora Brondani, que foi sozinha ao festival, era pura animação do início ao fim. “Eu vim torcer por todas as bandas, porque eu sei que a UPM vai trazer os melhores, porque é feito de pessoas que realmente gostam muito de música. Se eu pudesse dar uma mensagem às bandas, diria que todas são excelentes e independente de quem ganhar, que continuem tocando para nós e vindo nas festas”. Concordando com Mateus, Débora disse valorizar em primeiro lugar o repertório de uma banda.
Confira a ordem de classificação das bandas e votação popular para a banda preferida
Na classificação geral, as bandas vencedoras foram:
1.The Ironicks
2.Late Night Band
3.Outra Banda
A banda vencedora ganhou R$ 2,5 mil e tocará na abertura do show do Diogo Nogueira, na festa de 120 anos do Clube. Já a Late Night Band ganhou R$ 1,2 mil e tocará na formatura da Confraria União Cooks, de gastronomia masculina do Clube, em novembro. O terceiro lugar, "Outra Banda", ficou com o prêmio de R$ 800 e tocará na formatura da Confraria União D’Elas, de gastronomia feminina, em outubro, no Salão de Festas União na sede Alto Petrópolis.
A Late Night Band entoou músicas atuais e internacionais e abusou de 2 vozes, com uma afinação impecável. Já a Outra Banda já entrou no palco mostrando a que veio, entoando Rolling Stones a canção Start Me Up com grande semelhança à canção original.
A animação no público era visível. E ele votou em massa nas suas bandas preferidas. Confira a seguir a ordem da votação:
The Ironicks - 18,26% - 40 votos
Junção 90 - 17,35% - 38 votos
Ozotimistas – 16,89% - 37 votos
Late Night Band – 16,44% - 36 votos
The Buenas Banda – 12,33% - 27 votos
Rock Pack – 10,05% - 22 votos
Outra Banda – 5,48% - 12 votos
Pantalonas – 3,20% - 7 votos
Saiba mais sobre a banda vencedora do Festival UPM
Com a mesma formação há 5 anos, a banda The Ironicks possui um time de peso e coeso. Confira a seguir os nomes e instrumentos:
Vocalista: Guilherme Wünsch
Guitarra base e solo: Aderson Camara
Contrabaixo: Marcelo Dornelles
Guitarra solo: Bernardo Bosak
Guitarra base e solo: Gustavo Falcetta
Bateria: Igor Pereira
Teclado: Jairo dos Santos
Veja a entrevista exclusiva realizada com o vocalista da banda The Ironicks, Guilherme Wünsch, ao GNU:
Qual a sensação ao saber que vocês foram os ganhadores do festival?
Resposta: Bom, essa sensação é muito indescritível, especialmente por ser a primeira edição do festival, por ter a questão do voto popular também como banda escolhida e também pelos jurados. Isso demonstra uma responsabilidade muito grande, porque tanto o corpo técnico quanto o corpo artístico e o público que vieram aqui nessa data de hoje entenderam a nossa proposta, a nossa identidade musical e decidiram, graças a Deus, que nós seríamos os representantes das bandas para abrir o grande show do Diogo Nogueira em abril. Então é uma sensação muito ímpar, é indescritível porque qualquer banda que tivesse vencido o resultado teria sido justo, porque foi muito equilibrado. Todas as bandas realmente fizeram um trabalho impecável.
Vocês já ganharam outro festival? Esse é o primeiro?
Resposta: Esse é o nosso primeiro festival que ganhamos como primeiro lugar. Então, isso demonstra um caminho que está sendo trilhado, mas que aos pouquinhos começa a também colher um resultado. A gente foi semeando ao longo dos anos para hoje ter uma primeira colheita.
Há quanto tempo vocês estão juntos?
Resposta: Nós já estamos juntos nessa atual formação há aproximadamente cinco anos. Já tivemos outras formações em outras bandas e agora a gente fechou esse grupo que é coeso, coerente e que decide as músicas de uma forma muito democrática sempre, porque isso é muito importante. É um grupo em que nós sempre conseguimos todos ter uma voz ativa.
E vocês esperavam esse resultado?
Resposta: Não, nós não esperávamos justamente porque era uma primeira edição. A gente já tinha assistido algumas outras bandas em outros eventos. Então, nós sabíamos que tinha um nível muito alto de competição mas, que no fim das contas, foi uma competição saudável porque todo mundo estava torcendo por todo mundo. Era uma primeira vez de todos nós nesse neste evento. Então, todo mundo queria que o evento de cada banda desse certo. A gente fica muito surpreso e muito feliz, mas sobretudo, a gente reconhece que esse é um trabalho das 8 bandas que estiveram aqui.
Que recado vocês deixam pra quem está começando na música?
Resposta: A música é basicamente o elo mais próximo que a gente tem talvez entre a vida terrena e aquela vida espiritual que a gente não consegue ainda dimensionar quando se ouve um acorde, quando a gente ouve uma nota, uma letra que nos toque. Uma letra que nos faz chorar, uma melodia que traz uma lembrança, a gente tem certeza de que música é o que dá sentido para vida. Quem não gosta de música, com certeza, tem uma vida em que o sentido ainda precisa ser descoberto.
Texto: Carine Bidone Lopes
Fotos: João Mattos